28 de julho de 2014

(Os Milagres Ainda Existem) - Uma Noite Demasiado Longa.



                   Imagem Google - gruta                                        Estimados Leitores

Gostaria de ser mais assídua em relação à minha presença no Blog mas nem sempre a vida, fora da blogosfera, o permite.

Venho dar continuação ao resumo das histórias que compõem o meu livro, publicado recentemente, cujo título se encontra logo acima.
                                                                            
                                                                                                                             Sinopse

Apesar do temporal que tinha feito a sua aparição ao início da tarde, aquela noite de sábado adivinhava-se, calma e tranquila.

Os jovens, como era hábito, reuniam-se no bar que fora inaugurado havia pouco e, aos mais velhos, ninguém os arrancaria do seu lugar no cantinho do sofá, frente à lareira e à TV.

Apesar do calendário nos "dizer" que a Primavera chegara, os dias, apesar do sol, eram ventosos com aragens fortes e frias vindas de Norte e os habitantes da aldeia continuavam de lareira acesa. Com o aproximar da noite, o frio redobrava de intensidade e os agasalhos continuavam a fazer parte da indumentária quotidiana.

Durante o dia, o senhor Duarte e a esposa - a dona Sofia - tinham trazido o grande cesto cheio de troncos para o cantinho da lareira, tinham ido buscar velas e fósforos pois nas noites de temporal era usual a eletricidade ir abaixo. De vez em quando, o senhor Duarte saía até ao terraço dizendo à esposa que ia ver se o temporal tinha diminuído. Porém, a esposa bem sabia que o facto de sair tantas vezes não era devida ao temporal mas sim à preocupação com os filhos que tinham saído.

Numa dessas saídas pareceu-lhe ouvir o sino da aldeia mas, como o vento era intenso, parecia que o som vinha de longe. Ficou ali à escuta e, de repente, ouviu não um mas sim os dois sinos da Igreja e o coração pareceu querer saltar-lhe do peito.

Entrou em casa apressado, contou à esposa, e os dois foram buscar os agasalhos, os chapéus de chuva - que provavelmente não serviriam de nada - e enrolaram os cachecóis em volta do pescoço. Daí a cinco minutos apressavam o passo a caminho da Igreja.

Que teria acontecido? Àquela hora, com aquele temporal e os dois sinos que tocavam a dobrar, algo de anormal e de muito mau, esperava toda a população que, pouco a pouco se ia juntando no Adro da Igreja. Quando os dois homens desceram da torre da Igreja todos ficaram pendentes das suas palavras...

A não perder, esta linda e emocionante história que, no meu entender, vai obrigar-nos a uma reflexão profunda. E aqui, apraz-me fazer uma pergunta algo pertinente: se um animal irracional consegue fazer tanto, porque é que o ser humano - salvo exceções - faz tão pouco?

Fica a pergunta e, se alguém quiser comentar, este espaço é todo vosso.

                                                            Um Grande Abraço. 
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