29 de abril de 2013

Quando é que os homens de lei acordam para pôr fim a tanta barbaridade??? Início.



Aos meus queridos amigos do facebook, em particular, e a todos os usuários em geral.

Como podem comprovar, por motivos de força maior, tenho delegado o meu blog para segundo plano. Também gostaria de fazer algumas modificações mas, como não estou muito por dentro, só com muito tempo e paciência é que me posso debruçar sobre o assunto. Por outro lado, tenho perguntado a mim própria se valerá a pena continuar.


Tenho a paixão pela leitura e pela escrita mas nem sempre as ideias surgem e, quando surgem, pergunto-me se terão algum interesse para terceiros.

Um à parte: este comentário vai ser longo e, provavelmente, terei de dividi-lo em duas partes.

Tenho lido bastantes artigos em alguns sites e blogs e vou sempre aprendendo algo de novo. É muito enriquecedor porque "conhecemos" pessoas gentis, simpáticas e prestáveis. Falo com conhecimento de causa.

Também se podem fazer amizades a milhares de quilómetros de distância mas que estão ao alcance dum clic. Se estamos com algum problema - fala a voz da experiência - se estamos indecisos em relação a alguma situação menos boa que nos surge e ficamos sem saber o que fazer, se temos algo que nos afete, podemos escrever um mail e passados alguns minutos recebemos uma resposta traduzida em palavras amigas.

É claro que não temos um ombro para chorar, não temos ninguém ao nosso lado para nos secar as lágrimas mas, o facto de sabermos, mesmo que, através de palavras, aquela pessoa nos compreende e está connosco procurando algo que nos ajude a resolver o problema, esse pensamento conforta-nos e leva-nos a pensar que não estamos sozinhos a remar contra a maré.

Também tenho lido que é normal os blogueiros debaterem-se, por vezes, com a falta de ideias para escreverem os seus artigos. E isso é uma verdade comprovada que, vez ou outra, afeta a todos. Aconselham-nos, então, a que estejamos atentos a ideias, atitudes, notícias, gestos, comportamentos, vídeos, imagens, etc.  pois, afirmam, são uma fonte inesgotável de assuntos.

Até agora nunca fiz essa experiência e, por isso, não me posso pronunciar. Mas, como não é proibido escrevermos num blog tudo o que quisermos em relação à opinião que temos sobre tal ou tal assunto, podemos fazê-lo, delicadamente, desde que respeitemos os outros e as suas opiniões mesmo que sejam, totalmente, opostas às nossas.

E é, precisamente, sobre um vídeo posto a circular no Facebook - que talvez já tenha sido visto por milhares de pessoas - que me atrevo a sentar-me diante do PC para "descarregar " toda a minha indignação. Contra quem? - Perguntarão. Porém, a resposta é que nem mesmo eu a conheço.

Sou uma pessoa muito sensível a injustiças, que me põem os nervos à flor da pele, e as lágrimas ao canto do olho. Porém, enchi-me de coragem e consegui olhar aquele vídeo durante 59 segundos. Mas, à medida que o "filme" se desenrolava, a minha alma estava triste e assolou-me uma revolta do tamanho do Mundo. Durante aqueles 59 segundos virei a cara para o outro lado, algumas vezes, tal era a barbaridade.

Muitos de vós talvez tenham visto o vídeo. Não sei quem foi que escreveu que aquele vídeo não poderia ser visto por pessoas sensíveis (não está escrito exatamente com estas palavras) e a verdade nua e crua estava ali, diante dos meus olhos. Tentei ganhar coragem e, apesar da minha revolta e da minha alma estar a sangrar, queria ver até onde aqueles três podiam ir.

Não sei onde aquela cena teve lugar. As poucas palavras parecem escritas em português brasileiro. Nesse vídeo aparece uma jovem, um rapaz ou homem com um  boné na cabeça e uma máscara. Do lado direito,  vê-se parte de um carro vermelho, e  parte das pernas de outros dois rapazes ou homens. Depois vêem-se dois braços que manejam uma pá de folha.

Não dá para perceber se haverá outro homem. Falam uns com os outros mas não consigo perceber em que língua. Portanto há, pelo menos, 4 homens. Dois deles assistem à cena, deve haver outro que filma e não sei se há um outro que maneja a pá.   

 O local parece-me um tanto deserto. Vêem-se algumas árvores por detrás da cena e o chão é de terra batida. E... Céus!!! A jovem está ajoelhada no chão com as mãos amarradas atrás das costas. Portanto, sem se poder defender. O rapaz da máscara  agarra-lhe os cabelos com força e... logo em seguida, começa a carnificina.

Dir-se-ia que estamos a assistir a um filme de terror mas o que vemos é a realidade.
                                   Continua...
Não coloco nenhuma imagem nem o vídeo por causa dos direitos de autor e, por outro lado, é demasiado cruel.
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