24 de junho de 2012

Um Hino aos Momentos Felizes. (Parte 3).



                            Imagem Google
                               Continuação...

 ...E se um dia necessitarmos deles, devemos abrir "o nosso baú"  e deixar que eles povoem a nossa mente, para nos darem força e coragem para continuar.


Porque a vida, como sabemos, é uma batalha constante, por vezes não contra um inimigo visível mas contra os infortúnios. Quem não os conhece?
Sei que não existe ao cimo do planeta uma fórmula mágica para acabar com o sofrimento de um momento ou de uma vida inteira. Então como fazer para que aquela felicidade tão ambicionada, nos bata à porta? 

Temos que pensar naquele provérbio que diz "A felicidade não se procura. Constrói-se." Porém, se fizermos uma retrospetiva da nossa vida, chegaremos à conclusão que já vivemos momentos de grande felicidade. Se não, vejamos: quando somos crianças sentimo-nos felizes com todo o amor e carinho com que os nossos pais nos rodeiam. 

Sentimo-nos felizes quando, por qualquer motivo nos descuidamos e caimos fazendo um pequeno arranhão. Choramos, vamos procurar os nossos pais (talvez a mãe). Ela abraça-nos com carinho, tenta acalmar-nos, trata o pequeno (ou grande) arranhão e depois aconselha-nos a que tenhamos mais cuidado.

E, aqueles gestos de amor fazem com que esqueçamos aquele arranhão. A nossa felicidade é tão grande que temos a certeza absoluta que a nossa mãe é a melhor Mãe do Mundo.
Os anos vão passando, vêm os estudos e em cada ano que passa, a nossa felicidade não tem limites quando nos dirigimos à escola para saber o resultado daquele exame cuja disciplina nos "matou" a cabeça durante o ano escolar. 

Chegamos, olhamos as pautas, procuramos o nosso nome e...de repente, vimos que tivemos uma nota mais elevada do que estávamos à espera. Aí, sentimo-nos tão felizes que choramos de alegria. Parece-nos até que o nosso coração é demasiado pequeno para albergar tanta alegria e felicidade. 

Anos mais tarde entramos para a Universidade. No momento em que ficamos a saber que fomos admitidos naquela e naquele curso que escolhemos, não cabemos em nós de  contentes. Cantamos, dançamos e comemoramos até. Não nos importa se temos, pela frente, cinco, seis ou mais anos para fazer aquele curso. Aqueles momentos devem ser comemorados e tudo o resto é secundário. E, quando terminamos o curso com boas notas, somos a felicidade em pessoa.

Antes, durante ou depois, chega o tempo das grandes paixões. Vivemos nas nuvens. Aquele/aquela é a que o nosso coração elegeu. Tempos mais tarde lá vem a união de dois seres apenas num. O casamento é, por definição, o momento mais feliz para aquele casal que acaba de unir os seus destinos.

E depois os filhos. Aqui sou obrigada a "dizer" que o nascimento dum filho que foi desejado e que é saudável, é a maior das felicidades que existe ao cimo do planeta. Todos aqueles que passaram por todas estas fases, viveram momentos de verdadeira felicidade. E é preciso recordá-los. SEMPRE!

Outra maneira de encontrarmos momentos felizes é pensarmos em tudo o que a Natureza nos oferece sem nos pedir nada em troca. (Sei que quem vive na cidade não goza desse privilégio). Por vezes basta olhar, com carinho, aquela semente pequenina, tão pequenina como o mais pequeno grão de areia de qualquer deserto, que lançámos à terra, vê-la crescer todos os dias e seguir a sua evolução.  

Ao fim de poucos anos, aquela semente pequenina transforma-se numa grande árvore. E, no momento certo, dar-nos-à os seus frutos deliciosos e proteger-nos-à do calor tórrido do Verão. E, sem que nada façamos, o ciclo volta a repetir-se ano após ano. 

Sei que cada um de nós tem o seu próprio conceito de felicidade. Porém, se pensarmos um bocadinho, a Mãe Natureza oferece maravilhas a todos os nossos sentidos sem que nada façamos para merecê-las. Elas estão ao alcance de todos. Não acham que podíamos tirar mais partido dessas maravilhas?

Acredito que as pessoas que nasceram e sempre viveram nas aldeias, como já estão habituadas, talvez não liguem muito aos campos na Estação da Primavera. Existem campos, a perder de vista, "semeados" de flores campestres de todas as cores e feitios que mereciam ficar registados na tela por Mestres Famosos da Pintura Universal. 

Todas aquelas flores e plantas nasceram, ao acaso, sem a intervenção do homem. É uma sinfonia de cores e cheiros e uma maravilha para os olhos. Há paisagens duma rara beleza que, penso, não existem palavras para descrevê-las.                 






        Continua...
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